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A perícia é uma ferramenta essencial para a Justiça do Trabalho, mas o modelo atual de nomeação e atuação de peritos revela fragilidades que impactam diretamente as empresas.

Não se trata de questionar a competência dos profissionais — muitos são altamente qualificados.

O ponto crítico está no sistema: critérios subjetivos, nomeações repetitivas e remuneração vinculada ao resultado da ação podem transformar uma prova técnica em fonte de incerteza.

Essa realidade exige atenção especial: compreender o funcionamento da perícia e adotar estratégias preventivas não é apenas uma boa prática, é uma forma de proteger a empresa e fortalecer sua segurança jurídica.

O risco da confiança cega

Hoje, o perito é escolhido pela confiança do juiz, e isso naturalizou práticas problemáticas:

  • Juízes mantêm uma lista restrita de peritos “de confiança”;
  • Laudos podem ser considerados suficientes mesmo quando apresentam inconsistências técnicas;
  • Empresas que não contam com assessoria adequada ficam em desvantagem na interpretação da prova.

Resultado: a perícia, que deveria ser neutra, pode ser determinante em decisões desfavoráveis, gerando passivos inesperados.

Box Explicativo: distorções comuns no sistema de perícia

  1. Pessoalidade na escolha do perito – ausência de critérios objetivos e padronização.
  2. Clientelismo técnico – repetição de nomeações favorece alinhamento com expectativas da Vara.
  3. Desigualdade de acesso – empresas sem assessoria técnica adequada ficam vulneráveis.
  4. Falta de auditoria técnica – laudos não passam por revisão externa consistente.
  5. Remuneração dependente do resultado – compromete a neutralidade da prova.